Quinta, 29 de Outubro de 2026
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Palmas começa a aplicar tecnologia que faz do mosquito um agente de controle de arboviroses

Inovação passa a ser aplicada em pontos estratégicos da Capital a partir desta quarta-feira, 22

22/04/2026 às 21h12
Por: REDAÇÃO
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Palmas começa a aplicar tecnologia que faz do mosquito um agente de controle de arboviroses

A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), começou a implantação nesta quarta-feira, 22, de tecnologia que transforma o mosquito transmissor da dengue em agente de controle. A estratégia está sendo usada em pontos estratégicos da Capital e promete ampliar o alcance das ações de combate ao Aedes e atenderá 13 regiões da Capital neste primeiro ciclo de instalação.

De acordo com a analista em Saúde da Semus, Renata Braga, a utilização do mosquito no combate à dengue é uma solução inteligente para aproveitar o próprio comportamento do vetor para interromper o ciclo de vida, uma vez que a fêmea deposita os ovos em vários criadouros para garantir a sua proliferação. A escolha dos locais foi feita de acordo com a estratificação de risco, atendendo as regiões do setor Jardim Aureny I, II, III e IV, Irmã Dulce, Lago Sul, Flamboyant, União Sul, Jardim Taquari, Bertaville, Jardim Aeroporto, Santa Bárbara e Nova Flamboyant.

“As Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) são similares às ovitrampas que já usamos no enfrentamento das arboviroses. A diferença é que a nova tecnologia possui um larvicida e, a fêmea do mosquito, ao entrar em contato com a armadilha para postura dos ovos, se contamina e passa a transportar o produto para outros criadouros, ampliando o alcance das ações de forma autossustentável”, explica Renata.

Outra novidade
Além das EDLs, Palmas também irá utilizar a Borrifação Residual Intradomiciliar para o controle do Aedes (BRI-Aedes). Esta estratégia consiste na aplicação de inseticida de longa duração em superfícies internas de imóveis, como paredes e áreas sombreadas. Ao pousar nesses locais, o mosquito entra em contato com o produto e morre, reduzindo a circulação do vetor. A previsão é que essa técnica seja intensificada no segundo semestre, especialmente, no período que antecede as chuvas.

Ambas as novidades têm como objetivo de ampliar o alcance das ações de combate ao Aedes, principalmente, em áreas de difícil acesso e com alta incidência do mosquito, fortalecendo as ações integradas  de vigilância e controle das arboviroses em Palmas. Para isso, os agentes de combate às endemias da Semus participaram de uma capacitação, promovida pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado da Saúde.

Vigilância
Paralelamente às novas estratégias, a Semus irá ampliar o monitoramento das arboviroses com novas áreas de instalação das ovitrampas, que permite a detecção precoce e altamente sensível da presença do vetor, viabilizando o direcionamento oportuno e estratégico das ações para áreas prioritárias. Além de seu papel vigilante, as ovitrampas também contribuem para a captura dos ovos, resultando na redução da densidade populacional do mosquito nas áreas onde são empregadas.

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