Quinta, 29 de Outubro de 2026
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Hospital Maternidade Dona Regina fortalece cuidado humanizado a recém-nascidos prematuros com redeterapia

Uso de redes dentro de incubadoras auxilia na recuperação, no conforto e no ganho de peso dos bebês

25/03/2026 às 17h34
Por: REDAÇÃO
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Hospital Maternidade Dona Regina fortalece cuidado humanizado a recém-nascidos prematuros com redeterapia

O Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos, em Palmas, tem intensificado o cuidado humanizado a recém-nascidos prematuros com a utilização da redeterapia neonatal. A técnica consiste em posicionar o bebê em uma pequena rede de tecido instalada dentro da incubadora, simulando o ambiente uterino e proporcionando mais conforto e segurança.

Aplicada nas Unidades de Cuidados Intermediários Neonatais Convencional (UCINCo) e Canguru (UCINCa), a prática contribui para a recuperação de bebês de baixo peso, reduzindo o estresse e favorecendo o desenvolvimento clínico. A técnica de enfermagem Luzia Marinho Carvalho, além de atuar no cuidado direto aos recém-nascidos, também confecciona as redes utilizadas na unidade.

“Percebi que muitos bebês eram agitados e sentiam a falta do colo materno. Pensei em algo que pudesse acalmar, aconchegar e oferecer mais conforto. A redeterapia tem se mostrado muito eficaz no cuidado neonatal”, destaca a técnica Luzia Marinho. 

Implantada como parte das estratégias de humanização adotadas pela unidade desde 2011, a redeterapia contribui para diversos benefícios, como melhora no desenvolvimento neuromotor, fortalecimento muscular, ganho de peso, redução da dor e do estresse, além de estabilidade dos sinais vitais e melhora do sono. Após o uso, as redes passam por higienização adequada na lavanderia hospitalar e podem ser reutilizadas com segurança.

A coordenadora de enfermagem da UCINCa e UCINCo, Gilcilene Costa, ressalta os impactos positivos da técnica. “A redeterapia é um pilar da assistência humanizada. Observamos redução significativa do estresse e do choro, o que favorece a estabilidade clínica e o ganho de peso. É uma intervenção de baixo custo, mas com alto valor terapêutico, que também contribui para reduzir o tempo de internação”, explica.

Para as famílias, os resultados também são perceptíveis. A mãe Andressa Rodrigues da Silva, de 31 anos, relata a evolução do filho Ravi Muniz Rodrigues, nascido com 31 semanas e 1,435 kg. “Percebi que ele ficou mais calmo na rede. Antes estava agitado, com batimentos acelerados, e depois passou a dormir melhor. Ver essa melhora me traz mais segurança”, afirma.

Segundo a equipe, a técnica alia tecnologia e acolhimento. Ao simular o ambiente intrauterino, a redeterapia ajuda o bebê a se sentir protegido, favorecendo o descanso e a recuperação, ao mesmo tempo em que mantém o monitoramento necessário.

Implantada como parte das estratégias de humanização adotadas pela unidade desde 2011, a redeterapia contribui para diversos benefícios - SES/Governo do Tocantins
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